quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A.M.O.R

Já há muito tempo que não escrevia sobre o amor que não tem comparação...

Hoje vou abrir, um pouco da porta deste coração sem tecto...

Nos últimos anos, aqueles que me leêm, têm assistido ás minhas lutas internas, demónios, fantasmas e medos em nome dessa hipotética utopia a que muitos ousam chamar de amor.

E eu, era apenas mais umam por isso...deixei de esperar, exigir ou criar ideais e desenvolvi uma relação com um amigo, que nesta minha divagação e analogia tomará o lugar de um cacto vulgar vulgarys.

Um cacto que levamos para casa, fica na varanda meses e meses, parece vivo e também morto, não tem côr para além do verde vivo, não preenche as nossas expectivas de uma planta. Depois de algum tempo, pensamos em deixá-lo secar até á morte, não regar mais, porque aparentemente não possui qualquer graça ou beleza .

Nos primeiros tempos, em que ele ocupou o meu coração, a minha casa, nada trazia além daqueles espinhos e eu, invariavelmente, como acontece sempre com alguém ou algo ao qual adopto, comecei por dar água ás minhas ilusões, no ínicio muita...mas depois pouca, diminuindo...mas..... não brotavam flores, nada além daqueles espinhos.

Aqueles espinhos que não prometiam flores, beijos, abraços e sorrisos, aqueles ...

Este amor e aquele cacto cresceram na mesma varanda, tiveram imensos privilégios e depois de eu perceber que era apenas uma planta com espinhos, amei-a ainda mais por essa naturalidade e espontaneidade, a verdade é que apesar de não me alegrar com flores, aquele cacto melhorava os meus dias com aquele verde forte de esperança. Sim, algures no meio da nossa relação, encontrei a esperança.


Até um dia, aquele dia em que acordei pela manhã, depois de ter decidido durante a noite, desistir daquela "inutilidade", como muitos ousavam afirmar e vejo a mais linda flôr que tinha brotado por entre os espinhos...naturalmente fiquei feliz e sei hoje que com flôr ou sem, será sempre o meu cacto.

E agora o amor encontrou-se e sentiu-se correspondido, hoje sei que os espinhos estão lá, mas continuo a amar aquele ser com todos os seus defeitos e qualidades, sendo que as últimas são as maiores.

O nosso amor existe :

Agora posso conjugar o verbo Amar.....estou feliz!

3 comentários:

Inês disse...

Sabes? Existem pessoas que nunca encontram a felicidade porque procuram a mais rara orquídea, mas ela é frágil e a sua beleza não é eterna. Essas são as pessoas das flores. Tu és daquelas raras pessoas, que são as pessoas dos cactos! E, independentemente do que digam ou achem, tenham razão ou não tenham, tu tens um direito que ninguém te pode tirar: ver com pureza a beleza de uma planta que parece não ter nada para oferecer.

Luísa disse...

Um cato...que floriu...linda ilustração...é só mais uma das tantas outras que tu escreves... é que sabes eu tenho no meu varandim um belo cacto que quase morreu... mas que floriu agora... entendo-te tão bem... só não sei se esse catinho não és tu... if you know what I mean!!! Todas nós temos muito de flôr e muito de cato... aliás, todos nós... Eu amo, tu amas, ele ama..... Que alegria amiga! Estou feliz! :)

Luísa disse...

lol... ainda não me decidi se escrevo segundo o acordo ortográfico ou não!!! Mereces tudo...amiga...tudinho e mais alguma coisa!


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