sexta-feira, 29 de julho de 2016

De rastos....

Mais uma semana que chega ao fim e estou de rastos literalmente, mas recebi boas notícias para o mês de Setembro. É só aguentar um pouco, um pouquinho mais e talvez outra história de vida se comece a escrever. Trabalhar e fazer o que faço não é nada fácil e literalmente fico com o corpo totalmente quebrado. As dores nos músculos, o não me conseguir movimentar depois de um turno de 12 horas e ter de dormir praticamente 2 dias inteiros até voltar a ficar "aproveitável" é realmente um enorme desafio. Que Agosto vá rápido para que venha Setembro com todas as realizações possíveis e surpresas que me tragam mais ânimo e estabilidade. Ser emigrantes é osso duro de roer...

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Só saio daqui com a taça....

Tenho saudades de Portugal, mas se um dia saí e vim viver no estrangeiro foi para vencer. Mas até agora ainda nada em concreto daquilo que vim buscar posso dizer que aconteceu . No entanto, só pretendo sair daqui com uma vitória arrebatadora nas mãos e isso não é negociável. Voltarei? Definitivamente e não vejo a hora. Mas, voltarei mais capacitada e para mudar minha vida e meu país para melhor. Só saio daqui com a taça nas mãos e até lá é sofrer o jogo, eliminar adversário atrás de adversários, chegar á final e continuar em prolongamento, estar aberta a mudar táticas e vontades para no minuto 119 marcar a vitória. Só saio daqui com a taça.


- Posted using BlogPress from my iPhone

domingo, 17 de julho de 2016

180 graus...

Decidi e tenho de dar um rumo á minha vida, não me sinto satisfeita e nem de perto com a minha vida neste momento. Sinto-me desgastada, sem energia e apenas á deriva, balançando e perdida ao sabor amargo de uma maré que não enche e nem esvazia. Nos últimos dois anos tenho lutado por algo que teima em não acontecer, algo que fez acreditar no rosto racista de Inglaterra. E cada dia que passa me sinto pior relativamente a isto, são sonhos que os outros guardaram na gaveta por mim e eu paralisei. Mas chega, eu vou dar uma volta a isto, o plano A não está a funcionar e por isso vou avançar para o plano B. Mesmo cansada, sem forças e me sentindo como andando em um deserto vou fechar os olhos e tentar visualizar um oásis e onde meus pés me permitirem alcançar irei. Procuro uma Universidade excelente onde realizar uma especialização ou mestrado, recuso a viver por mais tempo nestas águas de bacalhau. Cansei. Vou precisar de um período de pausa e volta ás raízes em Portugal para me encontrar e de lá seguir em frente, com rumo ao sonho e aos objetivos há tanto tempo acalentados.


- Posted using BlogPress

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Nice: a maior tragédia de todos os tempos!

Por favor, discordem de mim e ainda terei esperança; concordem comigo e é o fim do mundo que um dia conheci. Mais um atentado terrorista, Nice foi o local a sofrer com a horrível morte de mais de 84 pessoas, mortas de forma bárbara e indiscriminatória. Bastou a França baixar guarda na segurança restrita dos jogos do Europeu e o pior aconteceu. Quando li o acontecido, fiquei mal disposta, doente e horrorizada. Aquelas eram pessoas felizes, famílias, crianças e idosos entre eles e vem um louco do fim dos infernos e comete uma terrível chacina, ainda me dói tudo, só de pensar. Mas o que me dói mais foi a indiferença do público nas redes sociais e por aí fora: parece que viram o acontecido e nem pousaram o garfo, solenemente continuaram a mastigar o jantar e a vida continuou como até ali. Já as vitórias ou derrotas no Euro 2016, moviam lágrimas, emoções e rendeu milhares de publicações. Estamos anestesiados, parece que não todos mas, a maioria são indiferentes á dor. Estamos pobres de amor e compaixão. Chegámos ao pior estágio da miséria humana. Somos zombies, mortos-vivos que se arrastam numa existência sem sentido, pois uma vez perdida a capacidade de empatia, de sentir ou amar o outro se perdeu algures. Ninguém parece nem querer abordar o assunto, já estamos tão habituados ao constante derramamento de sangue que deixou de doer ou provocar estranheza. Conversei horas com meu marido, assustados e preocupados com o sucedido, refletimos e tomámos decisões para proteger a nossa família. Receio que o mundo inicialmente dormente á dor, entrou agora num coma profundo e não vá sair, temo que já não exista esperança para a humanidade. Egoístas, apressados, de prioridades totalmente invertidas seguem as multidões para a escuridão de uma nova Idade das Trevas.

- Posted using BlogPress from my iPhone

Nice - o ataque terrorista


Porque a França está sob ataque? Esta é a minha opinião pessoal sobre o assunto e respeito quem discorde, mas sinceramente: temos de sentar, refletir e mudar consciências e atitudes.
Não foi ha muito tempo atrás que França começou a discussão e a aplicar em escolas e todos os lugares públicos, a proibição do uso de roupas que distinguissem muçulmanos. Uma parvidade...
Tu vais ao metro em londres e vês funcionários de turbante e burka como qualquer cidadão. O ataque ter sido feito no dia da Bastilha, lembra a revolução e a substituição de tudo o que fossem ideias religiosos de séculos por ideias iluministas. Isto está nos livros de história e pessoas loucas e doentes acham que ainda vivem na idade média. O exemplo do desrespeito do jornal Charlie por Alah, naquela ilustração absurda e outros exemplos ainda revelam muito pouco de Liberdade, Igualdade e Fraternidade que alegaram no dia da Revolução Francesa. Deveria existir uma maior consciência disto. Não esquecer que todo o mundo começou a postar fotos sem consciência, a maioria, do significado: Je Suis Charlie! Eu não sou Charlie, eu sou contra todas as formas de preconceito e falta de respeito pelo próximo, foi uma incitação gratuita ao ódio e a sociedade e pessoas inocentes estão a sofrer por isto. Triste mundo inconsciente que segue nesta rota de mortes em massa. Estou triste e sinto a dor de todos os que tiveram suas vidas ceifadas, mas sentei e olhei o quadro mais alargado e estas foram algumas das conclusões a que cheguei. Ninguém deveria ter sofrido isto e lamento o dia que aquele ser veio ao mundo, só para ceifar destruição. Pensemos em conjunto e tiremos lições para um futuro mais tolerante e humano. Será possível? Já não sei!!
São detalhes, mas podem fazer toda a diferença. Temos de olhar o quadro geral...


- Posted using BlogPress from my iPhone

domingo, 10 de julho de 2016

Uma vitória amarga...

Portugal venceu ontem o campeonato europeu, estou feliz? Ah pois claro! Mas para mim, foi uma vitória com sabor amargo, porque? Porque eu poderia estar lá, com os meus compatriotas em Almada ou Lisboa e sentir Portugal, mas falhei e perdi tudo isso. Estou a viver o momento mais difícil da minha vida desde que emigrei, tão difícil que só quero sair daqui e emigrar para outro canto do mundo. Não gosto de viver em Inglaterra e cada dia só piora, cada vez que penso no que estou a viver e sofrer injustamente. Tenho um plano para sair daqui, afinal somos heróis do mar e das conquistas, inspirada pela vitória de Portugal ontem, farei planos. Perdi 15 dias das minhas férias, estou a mofar entre a cama e o sofá quando poderia estar a banhos, sol, praia e futebol. Mas aprendi a minha lição e não vou ter mais olhos que barriga da próxima vez, contentar-me-ei com um pássaro na mão, que era o tal bilhete de avião, que estupidamente troquei por uma viagem de carro; oh vitória amarga. Assisti tudo pela televisão, perdi a voz de tanto gritar, saltei que nem louca e sofri vários ataques cardíacos ontem, mas sobrevivi e hoje estou mais forte para seguir em frente com a vida. Força Portugal e forças para mim.


- Posted using BlogPress from my iPhone

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Road Trip

Decidimos ir para Portugal de carro e correu tudo muito bem á exceção de nunca termos chegado a Portugal. No final do primeiro dia, dei conta de ter perdido a carteira e estávamos a apenas uma hora da fronteira com Espanha. Hoje, para mim, digo e penso que Road Trips pela Europa, do Brasil ao Alasca, são mais ou tanto romantizadas como casamentos entre humanos e unicórnios! Ficámos perdidos, desorientados, com fome e sem gasóleo no carro por o tempo necessário para me levar a um esgotamento nervoso. Tive de pedir dinheiro a quem não queria e sofrer com isso. Procurámos o Macdonalds de França para conseguir internet ilimitada e foi o que nos safou, para alertar a família e os amigos que se importam. Sim, porque houve alguém que sugeriu eu lavar louça nos restaurantes em troca de alimentação... Oh graça e excelsa graça!
Sim e lavava louça em troca de gasolina, dinheiro para a travessia do canal da mancha e por tantos dias que ia acabar emigrada em frança pelos próximos vinte anos e nem tinha percebido. Será que ainda existe alguma réstia de humanidade em nós?
Eu e o Rafha só ficámos mais fortes e unidos no amor, apoiamos muito um ao outro em meio a este infortúnio e aqueles que quiseram usar esta situação para nos virar um contra o outro, um bem haja, ficaremos juntos felizes e casados por mais 50 anos depois disto e depois de vocês. Ele diz que está ansioso de envelhecer do meu lado e ter os netos no colo, para rir com eles de como tinham uma avó teimosa e cheia de criatividades que podiam dar certo como não. Ah e depois disto, ele ainda quer envelhecer do meu lado, que bom é casar com homens e não com unicórnios. Hoje são 01:02 da madrugada e estamos no porto de Callais a aguardar a travessia de barco e sabemos hoje que na angústia, surge o irmão e, nem todos os que sorriem ou te estendem a mão, gostam de ti, ou se importam se vives ou morres. Ansiamos chegar em casa, tomar banho e deitar juntos e abraçadinhos um ao outro, como até aqui e partilhar a nossa primeira refeição caseira depois de todo este drama. Aos amigos Kleber, Tiago, Soraia, Cristina, Pedro e a nossa mãe Benedita obrigada porque estiveram sempre connosco, cuidando, orando e disponíveis, afinal ainda existe amor no mundo.

domingo, 12 de junho de 2016

Há 4 meses que não limpava a casa e não lavava a roupa suja

Desde fevereiro que não fazia a cama, lavava a louça ou colocava a máquina de lavar roupa para lavar. Foram 4 meses a viver no maior sedentarismo de sempre, não me julguem ou se quiserem julguem, não me importa nada! Isto tudo porque desde que a minha sogra chegou aqui que começou a fazer todas estas coisas naturalmente e eu praticamente já nem o prato sujo levava para a cozinha. Hoje aproveitei que é véspera de viagem para Palma de Maiorca e que ela saiu para ir caminhar e pus mãos ás obras e lá fiz umas coisitas, e sabem que mais? Soube tão bem voltar a fazer alguma coisa em casa e a sentir útil, vou repetir, mas prefiro fazer tudo quando estou sozinha. Não sou a fada do lar, nem tenho pretensões a isso, muito longe, sou o capeta do lar, o homem que bebe cerveja, come pizza e assiste tv sem preocupações. Mas hoje foi diferente e vai ser assim mais vezes e, como ainda não terminei fico por aqui e vou ali atirar uns pós mágicos á casa de banho ou banheiro.
E depois, fazer o check-in para as tão esperadas viagens.

Mil beijinhos ❤️💕

sábado, 11 de junho de 2016

Chorei e me desesperei...

Chorei e desesperei ontem ao perceber que mais um bikini comprado me ficava horroroso. Depois da depressão, comprimidos, tiróide com o dobro do tamanho, ovários que entraram em greve há 4 meses e não dão sinal de atividade. Estou obesa, em linguagem popular, gorda!
Engordei uns 50 kilos e estou me sentindo péssima, isto porque segunda-feira começa a época de praia e num destino exótico, mas se me virem, ignorem e olhem para a frente.
Ontem chorei e o marido me consolou com um abraço e carinhos, ele entende, ele estava aqui quando dos ataques de pânico, da tristeza profunda e da ansiedade. Ele sabe que vou viver e vencer, ele me acompanha no médico,á nutricionista e sempre que possível ao ginásio.
Só tenho de achar algo para usar na praia que me deixe no mínimo confortável e vaidosa na medida do possível. As inglesas, são mulheres grandes e fortes, achamos muitos números grandes nas coleções, mas sem surpresa, esgotem todos antes dos números pequenos, muito antes.
Vou ter de me desligar deste aspeto, para viver a vida e o verão, caso contrário não saio da tenda (barraca) de campismo o dia todo e fico lá dentro em modo de sauna e, acabando as férias, evaporei e virei nuvem.
Chorei, mas vou manter os olhos no amor do meu marido que me acha bonita ainda que mais "chubby bunny ", e ao entrar neste processo de inversão nos hábitos meus é por mim e não por outro alguém. Menti, faço isto tudo por mim e as roupas S que estão em sacos no sótão esperando o dia de serem usadas.

Beijinhos ❤️🇬🇧🏝

terça-feira, 7 de junho de 2016

Estuprada por 30 homens...

Estou a escrever isto porque estou revoltada com a hipocrisia da sociedade moderna, a notícia que chocou o mundo na semana passada com o fato de uma jovem brasileira ter sido sexualmente violentada por 30 homens. E agora, o escândalo do cantor Biel que terá faltado ao respeito a uma jornalista, assediando a mesma. Fico parva, vivi no Brasil alguns anos e não entendo esta revolta, andamos pelos bairros e tem bailes de milhares em bairros a ouvir funk, desrespeitoso, incentivando á violência contra as mulheres. Musicas sujas, ordinárias que ofendem a inteligência do menor dos mortais. Detesto funk, quando se escuta isso nas ruas, as crianças e adolescentes vão aceitar essas coisas e imitar comportamentos. Sério que estão chocados com os 30 homens? Eu estou chocada com os milhares de pessoas que aderem a este tipo de cultura e não existe demagogia ou política que vá deter esta onda de violência. Sério, em vez de tratar os sintomas, porque não a doença? Sociedade hipocritamente doente, que me revolta e assusta.
Deixem os seus filhos crescer no meio dos livros e músicas salutares. Eu ouvia aquelas músicas em São Paulo pelas ruas do bairro que vivia e, mesmo dentro de casa muitas vezes não dormíamos com aquele inferno nas ruas a achacalhoar janelas e portas, tinha um ódio mortal aquilo e não tinha polícia, lei ou moral que detivesse aquilo.
Podem parar com tanto ataque ao cantor, aos homens em particular e questionem vossos hábitos culturais, eduquem com vista á dignidade e humanidade. Parece às vezes que até os maiores demônios já se assustam diante de certos cenários que passam neste mundo...quem conhece estas festas e músicas sabe do que estou a falar.
Eu me sentia estuprada a cada música que passava e não podia lamentar e queixar a ninguém, pois seria motivo de piada. Deixo aqui o meu desabafo ...


- Posted using BlogPress from my iPhone

domingo, 5 de junho de 2016

A minha sogra veio morar connosco e agora?

Já lá vão uns 3 meses que a minha sogra veio morar connosco e várias são as pessoas que me perguntam:

-" quando é que ela vai embora?"
-"deves estar pelos cabelos e ansiosa de a ver pelas costas."

E levantam a sobrancelha, num arqueamento monumental, quando lhes digo que por mim, pode ficar até ao fim dos meus dias. As pessoas olham para mim como se eu tivesse atingido aquele estado de loucura em que já não há mais volta possível, e só o internamento compulsivo seria de algum efeito.

Eu amo a minha sogra, ela é minha amiga e cuida de mim. O Rafha tem tudo da mãe, é como ter dois amores numa multiplicação simples, lógica e matemática.

Ela genuinamente cuida de nós, dá bons conselhos e deseja nos ver aos dois, bem unidos e felizes.

A minha sogra tem altas conversas comigo, trocamos opiniões e é tão gostoso isso.

Pior é, se existe alguma leve discórdia entre mim e o marido, ela toma minhas dores e tenta sempre balancear a questão.

A minha sogra, vai ficar e faço chantagem se preciso for, para chegar aos meus objetivos, falsificando testes de gravidez e fingindo enjoos matinais. No dia de a ir levar ao aeroporto para ela regressar a Lisboa, perdeu o avião por atraso e ficou. Ficou e vai continuar a ficar até quando quiser, só falta o Sr. Zé para completar a festa e arranjar a moldura, o sogro. Esse é um prato cheio para mim e, eu gosto de pratos cheios, de risada e coisas simples e boas da vida.

Obrigada meu Deus, sinceramente pelos Jerónimos existirem na minha atribulada vida, não sei o que seria sem eles.

Aos Jerónimos que estão lendo isto em terras de Vera Cruz, vocês são a maior riqueza da minha vida. Sinto falta de todos e amo a todos, vocês são vida, luz e canção.

Amo a minha família brasileira ❤️



- Posted using BlogPress from my iPhone

domingo, 29 de maio de 2016

O silêncio ....

Ás vezes é só isto que me apetece: o silêncio.
Vivemos num mundo ao mesmo tempo surdo como barulhento e, pensando bem talvez tenha sido o barulho excessivo que tornou o mundo tão incapaz de escutar, de sentir ou ser solidário.
Hoje não consegui ouvir música no rádio enquanto conduzia de manhã no regresso a casa ou á noite voltando para o trabalho.
Tinha guardada dentro de mim uma zanga tão grande que nenhum grito me faria audível, só o silêncio poderia escutar o que gritava a minha alma tão profundamente. Estava zangada e, ainda estou, com a soberba, o orgulho e a presunção de seres ignorantes. Começo agora a crescer dentro de mim outra pessoa, mais quieta e que escolhe as suas lutas. Não luto mais pelas migalhas de atenção de ninguém, quem quiser gostar de mim, gosta e, quem não, pois tem muito bom remédio, faça o favor de sair e nem precisa de pedir licença. Poderia e até gostaria ter brigado com aquela pessoa, ajudar ela a perceber que somos todos iguais não importa o cargo que ocupamos na vida, foi difícil não o ter feito e engolir aqueles sapos.
Não entendo pessoas educadas, ou antes que se esforçam para o ser, mas que só escondem por baixo as trevas, o ocultismo de uma alma perturbada e que gostam de ser superiores aos outros, seja isso manifestado de que forma for.  Ainda posso tolerar em pessoas que tenham conseguido realmente chegar mais além ou mais alto do que eu, mas não de outros que me julgam nada, quando na realidade os nadas são eles mesmos, nadas porque eles mesmo se colocam nesse nível e não porque eu veja como tal, querem ser senhores e não passam de servos da sua arrogância, estupidez e infelicidade humana; profunda infelicidade... Calei-me, silenciei a minha revolta, afinal talvez nem tenha que voltar a trabalhar naquele lugar, mas se existir uma próxima vez não o tolero, a menos que o silêncio me cale outra vez.

O importante é que faltam poucos dias e as férias estão aí e uma ilha algures na costa espanhola com suas areias quentes, espera meus pés nela se enterrar, nesse dia vou mergulhar meus medos e inseguranças, raivas e revoltas no fundo do mar, naquela sensação única em que se afunda na água é um barulho ou silêncio surdo nos envolve. Vou lavar a alma e a mente..... Nessa praia meus silêncios vão se encontrar com as musicas do mar, do meu amar e serei feliz, outra vez feliz entre o mar e o seu escutar.


- Posted using BlogPress from my iPhone

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Gente gorda e nua

Isto é assim, semanas atrás, talvez duas decidi começar a frequentar o ginásio, num sistema que pago á medida que vou, ou seja por cada aula que escolher frequentar, 5 libras. Excelente, pois dessa forma  fico livre de mais compromissos com débitos diretos e assim.
A primeira aula que frequentei foi de aquafitness, a minha queridinha, mas confesso que fui de coração na mão, pois em Portugal o cenário era de estremecer. Não me considero uma pessoa pudica, mas acho que todos temos de ter um pouco de senso comum e sentido de privacidade. Ora bem, nas piscinas de Corroios apenas idosos frequentavam estas aulas, mas não foi isso que me fez inscrever sucessivamente e desistir logo de seguida, foi ver a mortalidade humana espelhada naqueles corpos nus. Ora um corpito com mais de 70 anos já teve os seus momentos de glória, não tenhamos receios de o dizer, mas aquelas almas peregrinas, faziam questão de andar nuas nos duches e por quase todo o lado, antes e depois da piscina, ainda bem que nunca durante as aulas, imaginem, seria um episódio de game of thrones. Ora as minhas partes, são isso mesmo, minhas e acabou. Nunca me deixei andar nua naquele lugar para não ir encostar a bundinha na mesma parede onde tantas outras já haviam passado. Não, nunca ninguém me viu nu naquele lugar, nem eu mesma me vejo nua a mim própria, tenho sempre alguma coisa vestida quando me olho no espelho. Ah por favor, não tinha como embaciar aquelas partes, eu quase entrava de vendas nos olhos e saía, aquilo era doloroso para mim. Corpos imortais subjugados ao peso da gravidade e dos anos, por ali nus e sem pudores. A que bela maneira de se conhecer estranhos do tipo: olá, o meu nome é Joana e esta aqui é a maria joaquina. Ah não, por favor.
Que alívio, foi portanto para mim que neste ginásio não existe nada destes complexos libertadores pós ditadura, porque aqui não houve ditadura! E todos andam por ali, singelamente vestidos e sorridentes, onde tudo tem um lugar apropriado para ficar sem jogar na cara do outro.
Outra coisa que gostei muito foi o fato da aula ter muitos jovens e idosos, uma manta diversa e colorida, além de que estas jovens estão na mesma batalha que eu, a extrema obesidade. Logo, para ser tudo perfeito, só faltava o salva vidas ser gordo e não ter rostinho de marés vivas. Mas já é um avanço entre Portugal e Inglaterra, um viva a todos nós os gordinhos que lutamos por uma vida melhor e ..... fim a todos os que em lugar exibirem almas nuas, espalhafatam corpos dependurados por aí.
Hoje vou ao ginásio e levo roupas vestidas .

Beijinhos ❤️💕

- Posted using BlogPress from my iPhone

domingo, 22 de maio de 2016

Odeio férias (...)

Sinceramente, começo a criar todo um sistema de anticorpos á ideia de férias. As deste ano estavam programadas desde o ano passado, era suposto a família vir do Brasil para um casamento, logo não hesitámos em marcar 1 mês de férias seguidas. No entanto, nada deu certo e mais ninguém pode vir. Na nossa última ida a Portugal combinamos face às mudanças que este mês seria para irmos de carro pela Europa com um casal de amigos, ah fiquei tão feliz, mas também e por circunstâncias fora do control, o casal teve de desmarcar e lá ficamos nós, sem saber muito bem o que fazer. Reúni todas as forças e pensei: não vou desistir! Convidei uma amiga que me garantiu vir connosco e malas quase prontas, a pessoa também volta atrás com a palavra.
Já tínhamos percebido que iríamos passar as ferias sozinhos quando outros amigos souberam da nossa viagem e pediram para se juntar a nós e lá ficamos todos contentes, pois isso representava que teríamos companhia e alguém para dividir as longas horas de estrada; e, ontem desistiriam.
Odeio férias, as coisas em Swindon não correram bem e por estar desempregada quase 2 meses lá se foi o dinheiro pelo cano, dinheiro que teria sido útil. Agora é trabalhar até não ter mais sangue na alma e vida no corpo para pagar as contas atrasadas e reunir algum para as malditas férias. Agora não sei se de carro, para o sul de França ou de avião para a Islândia. É um mês difícil de programar, existem tantas e tão poucas possibilidades. Já não vou contar com ninguém além de mim ou nós para estas férias...claro que ninguém cancelou por leviandade, a vida muda, tudo muda e todos somos obrigados a nos ajustar. Faltam praticamente 20 dias e não sei o destino, alojamento, nada de nada. Só sei que preciso desesperadamente de férias, estou exausta do desgaste das minhas expetativas que outros tão meticulosamente se deram ao prazer e luxo de frustar, gente pobre de espírito, miseráveis. Mas, existem um Deus no céu que nos vai ajudar a encontrar pessoas e situações melhores para nos dar a vitória que tanto buscamos e pela qual ainda não desistimos.
Ontem sinceramente os meus níveis de frustração atingiram um pico único, e dei por mim a pensar: vou largar isto tudo e voltar para Portugal, não vou conseguir nada daqui, estou cansada disto, quero o meu lar, meu cantinho ao sol. Nem ao Rafha confessei isto, mas enfim, eu preciso é de férias, mesmo odiando neste momento cada parte desse conceito. A esta altura, só sei que nada sei, amanhã vamos nos sentar os dois e ver onde nos leva o dinheiro que temos e onde, só espero que no fim tudo dê certo, pois preciso de uma bateria nova instalada em mim. Odeio férias...tenho dito!

Não me apetece

Hoje é domingo, acordei antes de todos aqui em casa e estou no silêncio dos mundos sentada no sofá enquanto escrevo isto. Lá fora cantam os pássaros numa animação que eu não tenho, talvez por ser domingo ou porque não. Hoje vai ser dia de ficar a ir entre o sofá e a cama, mas também á noite me aguardam 12 horas de trabalho, por isso acho que posso dar-me ao luxo.

Ontem iniciei um programa de dieta e isto teve mesmo de ser, os meus muitos kilos, os 44 em excesso têm de ser eliminados. Para isso, temos uma semana de aulas de ginásio pela frente, comidas light, registros de tudo o que se come para ver se ganho noção da vida e das coisas. Tenho cá para mim que hoje não me apetece, nada além do meu cobertor, a cama e a minha série favorita do momento. E sabem o que mais? Vou respeitar os meus desejos e as minhas vontades... É fundamental mimar as vontades aqui e ali e, todos deveríamos ter direito a um dia de silêncios e repleto de não me apetece's. Não me apetece obrigações, responsabilidades, afazeres e mil cuidados, um dia de fechar os olhos e deixar acontecer. O dia do não me apetece deveria ser igual aos dias da infância, aqueles domingos em que se acordava cedo, nos jogávamos no sofá e ali ficávamos a assistir os desenhos animados e tudo mais que houvesse sem tempos limites, era o sofá e nós. Nem todos o poderão fazer todas as semanas, mas quem sabe uma vez por mês ou trimestral ou anual? Ninguém nasceu só para trabalhar, comer e morrer depois de pagar todas as contas. Cada um o fará ao seu jeito, lendo um livro, vendo filmes, saindo para passear, ficar só aqui e ali sem nada pelo meio a chamar por nós, por opção, é bom e saudável.
Hoje não me apetece nada e ninguém.... é a minha vontade hoje e não a vou contrariar. Ninguém gosta de pessoas contrariadas e ranzinzas e, serei uma pessoa melhor se hoje dedicar o meu dia ao nada, que me vai saber a tudo.
De certo amanhã, depois de renovada a alma e as vontades coloco novos objetivos e desafios a concretizar, porque hoje não me apetece, obrigada!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Tempos na história da gente....

Esta foto foi tirada no centro da cidade onde vivemos e uma vez aqui e ali vou partilhando um pouco de nós. Somos apaixonados por fotografias esta lembra tempos muito bons.




Grávida

Já não vou para nova e apesar de no início de casada o que eu mais resistia era a ideia de ser mãe, hoje a história reza diferente.

Quero ser mãe, a idade já é avançada e não permite que deixe isto por mãos alheias por mais tempo.

Mas a verdade é que apesar das várias tentativas, o sucesso fracassou. Desde novembro do ano passado até agora e nada, nem zigoto, nem embrião ou cria; nada!

Já fiz cálculos matemáticos, usei aplicativos no iPhone para saber os dias certos para realizar o ato da multiplicação e nada ajudou.

A minha saúde também não está bem, além da evidente obesidade nível I, tenho sofrido com outras condições que literalmente me impedem de ter um dia normal. Os cuidados de saúde aqui são os piores que já conheci de todos os lugares no mundo onde já vivi. Vou esperar o dia de ir a Portugal para realizar todas as consultas que me der na real gana.

Minha ida ao médico para a semana, espero que ajude em alguma coisa, porque já vi que isto de engravidar não é matemática simples e ainda que fosse sempre fui péssima na matéria.

Agora é um desejo partilhado e vamos ver o que o futuro nos reserva.


sábado, 14 de maio de 2016

Bullying - a minha história

Hoje em dia todos falam em bullying, as crianças mais pequenas sabem o que isso é e o que significa, pelo menos a grande maioria.

Nos anos 90, ninguém sabia o que isso era, não se falava nisso e era ignorado no mundo dos adultos ao qual eu pertencia.

Quando foi o primeiro dia de aulas na escola preparatória do Feijó em Almada, aquilo foi um marco para mim, por isso quis levar uma roupa especial. Mas a roupa que eu levei, não agradou aos meus colegas e nem nenhuma outra nos dias e anos por vir.

Raro era a semana em que não era de alguma forma vítima de bullying, seja por comentários ou tratamento, mas também maus tratos físicos. Entre eles, contam as bofetadas, puxar os cabelos, arrastada pelos colegas na estrada de alcatrão até rasgar as roupas, dentadas, murros e quando entrava na sala ou saía da aula de ginástica, ter os colegas todos em fila para me darem bofetadas no pescoço. Foram 5 anos disto e olhando para trás, não sei como sofri tudo aquilo, maioria sozinha, nunca falei nada a ninguém e nunca fiz amigos.

Acho que por ter sido ensinada a dar o outro lado da face como Jesus, eu o fazia, literalmente. E levava tanto abuso físico e emocional que era para mim um calvário e uma cruz todos os dias ir para a escola.

Até que um dia percebi, que até Jesus pegou num chicote para colocar as coisas em ordem. Não tinha quem me defendesse ou estivesse atento a isso. A minha mãe ficou alarmada quando um dia cheguei com o rosto cheio de marcas de dentadas, os olhos negros em casa. A criatura que fez aquilo foi expulsa depois de minha mãe ter intervido, mas nada melhorou, eram vários os colegas. Até que um dia, vinha o Nuno para me presentear com mais uma bofetada que fazia a cabeça girar, a turma fez um círculo para aplaudir, mas desta vez foi diferente. Lá vinha ele, na minha direção com aquele sorriso provocador e a olhar a turma incentivando todos á zombaria, eu esperei e isto apesar de ter para onde correr. O Nuno veio a passos largos e quando estava já próximo o suficiente, levou um pontapé no lugar mais sensível que ele possuía. Caiu por terra e com ele, o orgulho e a vaidade que tinha, a turma em silêncio, enquanto ele grunhava de dor, todo encolhido.

Tive medo que meu castigo fosse ser pior, mas senti uma força para o fazer que me transcendeu por completo. Não pensei nas consequências.

No final da aula, nunca senti tanto medo e terror, saí do edifício e lá estava a turma toda agrupada e eu esperando passar pelo corredor da morte outra vez.

Mas foi diferente, eu passei sim pelo corredor, mas apenas para o ver se abrir em silêncio diante de mim. Ninguém levantou a mão para me bater ou o pé para eu tropeçar e cair. Fiquei surpresa e pasma, daquele dia em diante nunca mais sofri nada.

Era temida. E que bem que soube.

Nunca mais deixei na vida que usassem de poder sobre mim ou tirassem vantagem, não sou uma pessoa agressiva, sou atenta, conheço meus direitos e sei onde quero chegar, luto por isto e resmungo para ser tratada como tal, em qualquer lugar.

O bullying me tornou mais forte, resiliente, mas podia ter sido o contrário. Sofri anos e anos quando poderia ter sido só por uns dias até me encaixar.

Por favor, estejam atentos como pais, profissionais, colegas ou amigos, existem crianças, jovens e adultos que não sabem defender-se. Pessoas bonitas que foram silenciadas pelos maus-tratos, o silêncio forçado e a dor. Estas pessoas, guardam tudo para si, em geral são sensíveis e não querem falar mal de ninguém, perdoam fácil e querem o bem de todos e se esquecem de si. E um dia desistem dos estudos, do trabalho, do casamento e em último de si mesmos e entregam ao desânimo, e outros colocam fim á vida.

Existe bullying no namoro, no casamento e é de uma violência silenciosa e arrebatadora que ninguém dá conta. Está lá entre quatro paredes, naquela ameaça escondida, no deitar o outro abaixo na sua dignidade e auto-estima até que um dia sobra apenas o pó. Conheço tantos casos assim, em que o amor tem um arco e flecha para atingir o outro um mais dói.

Se estás a viver isto, levanta do teu lugar e, faz o outro entender que não é teu dono e senhor, atinge-o com o conhecimento que tens de ti mesmo. Finge até ser verdade que agora és uma pessoa segura e não aceitas mais desacatos, finge até todos acreditarem, mesmo que estejas a tremer por dentro.

Que ninguém te diminua, seja colega, patrão, marido, ninguém! Assume as rédeas da tua vida, usa a tua dor como força contrária para te ensinar a voar e voa. Porque no fim só um vai viver para contar a história, quem vai ser? Tu ou ele ?

A escolha é tua....


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Saiu o Divórcio...


26 de Fevereiro de 1989....
Nesta data eu tinha 9 anos e foi quando os meus pais decidiram casar. Não me lembro de na vida de algum dia ter chorado tanto, de felicidade? Não!

Neste dia chorei de tristeza, de horror e de sentir a mais pura infelicidade. Tinha 9 anos e eu não era mais uma criança...os meus pais me fizeram crescer rápido demais.

Nunca quis aquele casamento e pedi á minha mãe que o não fizesse.

Já os meus pais viviam juntos há muitos anos, antes daquele dia fatídico e eu via tudo, eu observava tudo na pontinha dos pés. O meu pai nunca amou a minha mãe e, a minha mãe idolatrava o meu pai. Um relacionamento desigual em todos os aspetos e pesado em toda a essência da vida.

Durou 3 anos, depois de mais de 10 juntos. E meu pai saiu de casa, para não mais voltar.

Como criança, vizinhos me abordavam e perguntavam se eu queria que meu pai voltasse e, eu na minha infantil honestidade respondia rapidamente: não, muito obrigada!

O meu pai não amava!

O que é a vida sem amor? Uma fachada. Ver uma pessoa idolatrar outra e esquecer-se de si mesma diariamente, perder todo o brilho e viver em função do outro é humilhante e triste.

Eu amava o meu pai e a minha mãe, eu adorava o meu pai, só não gostava da combinação dos dois juntos.

A minha esforçava-se para ser amada por ele e nunca foi....

O amor do outro não depende do esforço, ele brota, jorra, floresce e subsiste em água de açúcar que é o nosso amor próprio.

Se tu não te amares... Ninguém o fará!

O amor tem de vir de dentro para subsistir ás intempéries da vida cá fora, aos elementos ferozes, ás circunstâncias sombrias com que a vida nos presenteia. Se não existir amor dentro de ti, desculpa, mas nunca vai existir amor para ti.

Quando não te amas, não tens respeito por ti, não te relacionas bem com o teu eu, por isso, ninguém de verdade vai desejar se relacionar contigo. Talvez o faça, por algum tempo, por conveniência ou por desejo e depois? Depois parte e deixa na tua alma mais uma marca, uma ferida do desrespeito do outro por ti? Não!

Fica a marca na alma do desrespeito para contigo mesm@. A culpa é tua, o outro é inocente, desculpa.

Se não tens amor próprio, não és feliz e sais em busca do amor de outro, exigindo dele que te faça feliz. És egoísta, um egoísta assustado, com medo de viver e que depende dos outros, sadicamente para se atrever a o fazer.

Desiste e pára de culpar o outro pela tua miséria, pela tua dor. Tu és a única pessoa com quem vais ter de lidar até ao fim dos teus dias, por 80,90 ou mais anos? Não interessa....

Está na hora de te amares, perdoares, namorares o teu eu, a tua alma, seres feliz per si e porque sim! É a mais sublime obra e é isso que Deus pede de ti. Deus não pede que ames o teu próximo; mas sim que ames o teu próximo como a ti mesmo.

Se não te amares, como poderás dizer que algum dia amaste alguém de verdade?

Enxuguei as lágrimas daquele dia, no dia do divórcio, fui feliz pois vi minha mãe a não viver á míngua de amor, dedicou seu tempo a nós, os filhos, investiu nos seus sonhos e projetos e foi bem sucedida. Porque? Porque se atreveu a amar a si mesma antes de qualquer outra coisa.

Foi difícil o processo, mas foi isso mesmo, um processo com princípio, meio e fim!

Sejam honestos convosco mesmos, com os vossos filhos, eles observam e sentem as batidas do coração dos pais. Não os iludam, maior é o sofrimento de crer em algo ou alguém que não existe, igual a mentira de que existe um velhinho de barbas brancas que desce pela chaminé todos os anos e deixa presentes. O mais certo é o velhinho ser um ladrão, que come os biscoitos, bebe o leite e desaparece na surdina... Os biscoitos eram teus e deixaste para que outro usufruísse do que seria para adoçar a tua vida.

Os filhos aguentam, não os incapacitem.

Vivam a verdade, por vós e principalmente por eles. O maior amor que podem dar aos vossos filhos é o vosso amor próprio, a vossa honestidade e força de viver, sozinho ou acompanhado. Não lhes contém histórias da carochinha, eles um dia saberão toda a verdade, melhor seja que a saibam agora, para no futuro não vos culparem pela mentira do velhinho das barbas brancas.

Mas esta é a minha história.....

Qual é a tua?


Coisas....

As coisas não andam bem e nem famosas, ando decepcionada e por isso já percebi que adoeci.

Para a semana serão duas exposições a radicação para determinar se serão quistos nos ovários ou pedras nos rins o que me anda a atormentar. Ontem a cabeça explodia de dores e hoje ainda não estou bem, foram as crises de epilepsia e assim vamos seguindo os dias, entre a cama e o sofá.

Eu não tinha nada que me deixar atormentar pelas pessoas medíocres, mas não me consigo abstrair, sou emocional e impulsiva e depois quem sofre sou eu e só eu.

Esses outros seres que pululam por a vida fora não acrescentam nada a ninguém para além de muita frustração a quem tem de lidar com eles, o pior de tudo é a ousadia e confiança inerentes a estas bactérias.

Vou aproveitar o resto destes dias em casa, para renovar as energias e ver se consigo prosseguir a vida  mesmo sobre as atuais circunstancias, sem desistir ou voltar para trás. Certezas? Não as tenho!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Um pote de nutella ...meio nada!!!


Ah o que se poderia dizer sobre isto? Tanta coisa....

Quando acordamos temos sempre escolhas que podem ser feitas, as boas, as más e as decisões de nada. Existem pessoas que acordam para ficar no limbo, não se decidem, são meio pessoas e não pessoas completas e com elas nos cruzamos no dia-a-dia, no trabalho, transportes e por ai fora. Acontece que todos temos momentos, fases de meio nada...mas ser uma pessoa meio nada, ai o caso ja complica. Devemos ser pessoas tudo, para o bem e para o mal. 
és antipatico? um nojo? Então que o sejas por inteiro, sem máscaras ou hesitacões. Se és carinhoso, então seja por favor. Assim todos saberemos com o que contar, não existe nada pior do que ser meio nada, isso é igual a ser meio merda ( desculpem a linguagem, mas estou furiosa) . Um meio nada, é um meio merda, porque o cheiro está todo lá, mas a pessoa só se apercebe depois de convívio próximo, e quem quer isso? Tu pensas que a pessoa é um pote de nutella e metes o dedo, provas e sabe a que? Meio nada, meio merda. 
Essas pessoas podiam apenas ser quem são, não tentar agradar ou ser diferentes, deveriam dar logo o peido mestre e sair do armário, pois prejudicam com quem trabalham, na igreja, nas escolas, enfim....and so on.

Eu hoje, decidi ser eficiente, por mim e para mim, não para mostrar a ninguém, pois se é para fazer algo, que seja por paixão, dedicação e entrega, se é para ser meio nada, não vale a pena sair de casa e ir por essa vida fora, defecando por tudo onde passam.

Agora vou me relançar ao trabalho e vamos lá, pois a semana promete e as férias estão já no virar da rua.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Sobre Respirar...

Quantas vezes fica difícil respirar mediante determinadas situações. A vida não é fácil, de ninguém, todos temos lutas, crises pessoais e familiares e todos sem exceção precisamos respirar. Se pararmos de respirar, fisicamente, estamos inconscientes.
Em meio á dor, se não encontrarmos um meio para respirar nossos problemas e desafios, nossas dores de coração e pulmão acabaremos insconscientes. Inconscientes da nossa paralisia emocional, inconscientes da importância que temos na vida do outro, inconscientes do nosso valor próprio, amor e respeito. Morrendo a cada minuto, hora e dia.

Mas o que é isso respirar? É feito pelos pulmões? Não, necessariamente.

Precisamos respirar com o coração, com a mente, encontrar uma fonte de ar puro, numa conversa aberta com Deus, sozinho, com um amigo. Respirar é falar, é deitar cá para fora sem medo de tabus ou julgamentos alheios tudo o que tem sido acumulado ao longo do tempo.

Ah preciso respirar...

Preciso tomar a iniciativa, é a minha vida que está em jogo, a saúde emocional da alma e do coração. Se eu não falar, nunca vou saber que sempre existiu alguém disposto a ouvir. Não falo porque me vão julgar, aí já se começa mal, porque quem está a tomar o primeiro juízo sou eu. Julgando que a pessoa não tem vontade, tempo, elasticidade mental para lidar com aquilo que tenho vivido. Ah. Respira....tão somente respira.

As pessoas podem nem perguntar, por educação, para não serem intrometidas, ninguém te vai ajudar a respirar; se tu não respirares por ti próprio.

Falta oxigênio dentro de nós, existe demasiado carbono, lixo emocional, desabafos por fazer, preocupações por partilhar, solidão para matar.... Amor próprio por viver.

Oxigênio é isso: amor próprio. Respirar é o ato de te amares a ti mesmo e ao próximo como a ti mesmo, pois vais incluir os outros na tua vida, e formar um núcleo. Um núcleo que te vai ajudar, escutar, estar lá para ti e ouvir o teu respirar.

Sai da tua concha, não sufoques, grita, berra, chama por atenção ... Vai e fala, cria o teu núcleo e respira.

Vais morrer aos poucos, asfixiado no teu egoísmo, nos teus preconceitos e juízos dos outros.... É um suicídio mental, espiritual e emocional... Não viverás, apenas existirás.

Já respiraste hoje?

sábado, 30 de abril de 2016

Chorei sobre Lisboa...

No dia de hoje, celebra-se o dia da mãe, mas para mim essa ocasião passa ao lado. Receberia uma má resposta de minha progenitora se lhe desejasse: feliz dia das mães. Porque acho que ela se arrependeu de ser mãe e, sei que detesta a ideia de ser avó, um dia.

Mas este dia para mim é um dia que chorei sobre minha outra mãe, aquela que me viu nascer e me abraçou no seu colo: Lisboa.

Nasci em Lisboa, no Campo Grande, no quinto andar do hospital de Santa Maria a um nascer de sol de sábado.

O meu sobrenome, é Almada e essa é também a cidade que vislumbra Lisboa do outro lado do rio Tejo. E eu, cresci na outra margem, a sul de Lisboa e olhando sempre de canto para aquelas colinas, a cidade das 7 colinas.

Como com todas as mães e filhas adolescentes, em fases de rebeldia absurdas, rejeitei a minha "mãe" e afirmava não gostar de Lisboa. Recusava passear por ela e descobrir, seus miradouros sobre o Tejo, monumentos, ruas estreitas, bairros típicos e saloios, parques e seu jeitinho cosmopolita de ser.

Cresci e um dia, convidei o Rafha para passear por ela, um domingo de sol, andamos por tudo o que era Lisboa... Por amor a ele...amei Lisboa.

Parti, um dia e fui para o Brasil...foi lá que vivi de Agosto de 2011 a Abril de 2013 e quanta saudade eu senti. O meu rio, o Tejo, com quem conversei nas margens de Cacilhas antes de partir e olhando com lágrimas a Lisboa. Chorei!
 Prometi às duas margens que iria voltar, e levei Lisboa escondida em mim; dentro  de um bolso de casaco.

Fui, mas doeu a distância...chorei Lisboa e por Lisboa. Eu tinha aprendido a amar aquela cidade e tudo o que ela continha do antigo ao moderno. Foi por amor que a deixei e foi por amor que voltei.

Neste dia, há três anos atrás, entrei em Lisboa, o meu Tejo me trouxe de volta ao meu amor. Fizemos a nossa viagem de regresso a Portugal, num cruzeiro que atravessou o Atlântico. Subi ao deck superior para ver chegar Lisboa, linda e moça e, chorei... Chorei muito, lágrimas que caíram ao Tejo banharam Almada e a cidade amada. Senti um abraço e aconchego que sinto até hoje e que me faz prometer: eu ainda vou voltar e vai ser para ficar. A minha primeira casa será comprada olhando para ti, Lisboa, para eu te ver até envelhecer. Sou estrangeira e não quero perder esse título, quero ser sempre emigrante, para sempre voltar aos braços de minha mãe, percorrer suas ruas, rir nas suas calçadas e nunca te abandonar até nunca mais. Ah Lisboa, estou a planear ser mãe em breve e é em ti que nascerão os nossos filhos. Meus filhos não serão ingleses, serão lisboetas e portugueses com orgulho de suas origens, portugueses que visitam outros países a trabalho.

Ah Lisboa, se falasse tudo o que sinto sobre ti e a tua Almada, estaria aqui horas sem fim.

Lisboa és minha mãe, e a ti volto hoje e voltarei sempre, mas um dia para ficar e não mais sair.



Layout: Bia Rodrigues | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©