quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lucy




Era noite e estávamos com muita vontade de jantar e ver um filme, um dos mais recentes que encontrámos disponível online foi "Lucy" com Scarlett Johansson e Morgan Freman, um elenco de peso. Não vou entregar toda a acção do filme, mas o género é sem dúvida, ficção cíentifica e eu gosto para desenjoar as doses industriais de romances, dramas e comédias. O filme é extraordinário pelo conteúdo, efeitos especiais e acção do início até ao fim.

O filme começa logo da melhor maneira lançando uma questão pernitente (na minha opinião) a qual é: "A vida foi-nos concedida e o que fizemos com ela?"
 A partir deste momento e até ao final em partes são passadas cenas da origem do Universo, da vida no planeta Terra e da Raça humana desde os seus primórdios até ao presente. Aqui as opiniões dividem-se, eu pessoalmente devo afirmar que sim, a vida foi-nos concedida, mas não por um mero acaso ou explosão de elementos aleatórios. A vida foi-nos concedida por um Criador que planeou tudo com precisão e isto em seis dias, não em milhões de ano de evolução. Na minha opinião, este Criador programou as estruturas quimicas do cérebro humano e concedeu a inteligência para também participar de processos criativos e tudo o que foi feito, incluido a Humanidade era tudo Muito Bom, segundo o relato bíblico, no qual eu creio por inteiro. 

Scarlet Jonhansson ( Lucy) tem de transpostar uma droga no estômago CPH4. Esta droga deve ser levada até á Europa por ser nova, para conquistar os jovens e o mercado europeu, mas então acontece um acidente e "Lucy" acaba por ser a primeira, que sem escolha termina com a droga espalhada em sua corrente sanguínea e o efeito secundário desconhecido até ali foi o de que a capacidade intelectual de "Lucy" vai gradualmente aumentando dos 10 até ao limite máximo de 100%. No final, a droga nunca chega a ser comercializada e é completamente destruída. Morgan Freeman um investigador e cientista tem pesquisado a evolução do homem e toda a capacidade mental que hoje está ao nosso alcance, são uns medíocres 10%. Nas suas palestras, o investigador Morgan Freeman ( Samuel Norman ) questiona os limites da inteligência humana e o que faríamos se mais capacidade tivéssemos. 

No final, podemos chegar á conclusão que o resultado seria a destruição de toda a vida humana e em lugar do avanço tería todo o Universo de fazer  "reset" por não ter capacidade para suportar a ganância, maldade e egoísmo inerente á natureza humana, atenção que estas são as minhas conclusões pessoais e outros podem perfeitamente concluir algo completamente diferente. Esta é a minha abordagem pessoal ao filme. Prosseguindo, toda esta filosofia inerente ao filme faz parte dos anseios de Frederic Nietzsche, que clamava para que fosse criada uma raça humana superior e sinceramente, não foi isso que a filosofia Nazi tanto divulgou e lutou por? As filosofias anarquistas também o fizeram, prosseguem nisto e em tantas outras filosofias da nossa cultura, preconceitos e ideais isto pode e está presente. Este filme parece ser uma crítica aberta ás teorias de Nietzsche e suas ambições filosóficas.

Umas das primeiras coisas a notar, é que Lucy não se transforma em uma pessoas de capacidades sobrehumanas sem uma ajuda extra, o uso de drogas e isto até hoje é uma tentativa de alguns ainda que seja por pouco tempo se superarem e experimentar outros poderes mentais. Então deveríamos nós emergir e deixar as drogas criarem esta super humanidade? A resposta de Lucy é clara, se quisermos experimentar a superação humana exponencial, devemos ter essa ajudinha extra. O resultado?
Assim que a inteligência de Lucy atinge o topo, compaixão, gratidão são anuladas e ela é apenas um produto cheio de programas e informação, começa a tornar-se uma máquina com capacidade para ler outras mentes e controlar as mesmas, torna-se uma pessoa totalmente desumanizada. Mas afinal, qual de nós nunca desejou uma vez na vida ter algum tipo de super poder? Por exemplo, viajar no tempo, ler pensamentos, controlar tudo ou algo á nossa volta, acredito que a maioria já desejou isto em algum momento. 

Á medida que Lucy vai armazenando mais e mais informação, essa toma o lugar da sua "alma" ou essência e a nova moralidade criada por este autómato é repleto de crueldade e desumanizado, um pessimismo crescente em relação á vida nesta fase. Pois se com 10% de inteligência já conseguimos cometer genocídios, destruir em parte o nosso eco-sistema e perder traços de sensibilidade e humanidade para com outros, o que seria se maís nos fosse concedido na nossa atual situação? Concluí, portanto, que esta dose q.b de capacidade intelectual que pode tanto ser usada para o bem ou para o mal é a ideal e a mais que suficiente para conseguirmos no mínimo coexistir entre nós e com outras espécies. Existe sim um progresso crescente nos processos de criação e capacidades humanas, mas se não for balanceado com os aprendizados antigos e valores, teremos criado tudo e ao mesmo tempo destruido o mais valisoso, nosso planeta, nossos relacionamentos e teremos uma ousadia crescente de usar os outros apenas para proveito próprio e tendo a percepção dos outros apenas como meios para atingir fins ou brinquedos.

Vivemos num mundo louco cheio de informação, estamos em todos os lugares em toda a parte através das redes sociais e da internet, uma loucura, e na maioria das vezes desprezamos o contato real com alguém, um convivio social para vivermos desumanizados e por trás desta enorme rede social, que é tudo menos isso, se pensarmos bem nisso.
É bom pararmos para refletir que mundo estamos a criar, um de ficção cíentifica ou algo real com caráter e sólido o suficiente para ficar com uma boa marca e presença para as gerações futuras, que tanto dependem do uso das nossas capacidades presentes para progredirem como para retrocederem em todos os aspetos da vida humana.

" A Vida foi nos concedida e o que fizemos com ela?"

2 comentários:

Inês Rocha disse...

Vi o filme, o fim desiludiu, menos é mais e no fim o conceito ficou prejudicado. Mas sim, excelente elenco e um argumento (quase) bem conseguido :)

Little bird disse...

Quando vi o trailer fiquei extremamente intriga e assim que pude ver o filme, vi. Provocou em mim um debate comigo mesma o que não é de admirar. Gostei imenso do filme tal como gosto de tudo o que é fiação cientifica, mas achei as ideias do filme completely preposterous. Sim é verdade que há zonas do nosso cérebro inactivas, mas eu acho que é completa especulação o que nós poderiamos ou não fazer se tivessemos mais partes do cerebro activas. Mais ainda o próprio nome dela é lhe dado por ser o mesmo da Australopithecus Lucy, que supostamente pôs-se em pé e um dos nossos "ancestrais" mais antigos. Bem, á medida que a capacidade intelectual dela ia aumentando devo dizer que fiquei chocada com a humanidade a desaparecer. Quando o filme acabou dei graças a Deus por só ter parte do meu cérebro a funcionar :)


Layout: Bia Rodrigues | Tecnologia do Blogger | All Rights Reserved ©