domingo, 29 de maio de 2016

O silêncio ....

Ás vezes é só isto que me apetece: o silêncio.
Vivemos num mundo ao mesmo tempo surdo como barulhento e, pensando bem talvez tenha sido o barulho excessivo que tornou o mundo tão incapaz de escutar, de sentir ou ser solidário.
Hoje não consegui ouvir música no rádio enquanto conduzia de manhã no regresso a casa ou á noite voltando para o trabalho.
Tinha guardada dentro de mim uma zanga tão grande que nenhum grito me faria audível, só o silêncio poderia escutar o que gritava a minha alma tão profundamente. Estava zangada e, ainda estou, com a soberba, o orgulho e a presunção de seres ignorantes. Começo agora a crescer dentro de mim outra pessoa, mais quieta e que escolhe as suas lutas. Não luto mais pelas migalhas de atenção de ninguém, quem quiser gostar de mim, gosta e, quem não, pois tem muito bom remédio, faça o favor de sair e nem precisa de pedir licença. Poderia e até gostaria ter brigado com aquela pessoa, ajudar ela a perceber que somos todos iguais não importa o cargo que ocupamos na vida, foi difícil não o ter feito e engolir aqueles sapos.
Não entendo pessoas educadas, ou antes que se esforçam para o ser, mas que só escondem por baixo as trevas, o ocultismo de uma alma perturbada e que gostam de ser superiores aos outros, seja isso manifestado de que forma for.  Ainda posso tolerar em pessoas que tenham conseguido realmente chegar mais além ou mais alto do que eu, mas não de outros que me julgam nada, quando na realidade os nadas são eles mesmos, nadas porque eles mesmo se colocam nesse nível e não porque eu veja como tal, querem ser senhores e não passam de servos da sua arrogância, estupidez e infelicidade humana; profunda infelicidade... Calei-me, silenciei a minha revolta, afinal talvez nem tenha que voltar a trabalhar naquele lugar, mas se existir uma próxima vez não o tolero, a menos que o silêncio me cale outra vez.

O importante é que faltam poucos dias e as férias estão aí e uma ilha algures na costa espanhola com suas areias quentes, espera meus pés nela se enterrar, nesse dia vou mergulhar meus medos e inseguranças, raivas e revoltas no fundo do mar, naquela sensação única em que se afunda na água é um barulho ou silêncio surdo nos envolve. Vou lavar a alma e a mente..... Nessa praia meus silêncios vão se encontrar com as musicas do mar, do meu amar e serei feliz, outra vez feliz entre o mar e o seu escutar.


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5 comentários:

Victor Henrique disse...

Uaaau que texto!
Adorei, muito bom mesmo!

Rafaela Zipperer disse...

"Lavar a alma e a mente", é isso aí!!!

Irina Jeanette Pires disse...

Ah você é especial e ainda bem que gostou... Significa muito!! ❤️❤️

Irina Jeanette Pires disse...

Obrigada você é linda D+, minha anã falsianne favorita ❤️💕

Bendita Delícia disse...

"Ás vezes é só isto que me apetece: o silêncio."
Muitas vezes só precisamos do silêncio mesmo, de barulhento basta nossos pensamentos!
Amei o texto. Parabéns!


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