sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Lisboa, menina, moça e cidade amada!





Está frio e já acordei há imensas horas e uma eternidade atrás, mas ainda não senti a energia para começar o dia de hoje. Já bebi um chá para que a mente se predisponha a sair do estado vegetativo em que se encontra. Inglaterra dá-me sono. Em Portugal nos últimos dias eu estava e sentia-me viva. 
Agora aqui no calor e quentinho de casa, onde a árvore de natal já está montada, escuto Adele e já me levantei umas 4 vezes e comecei a trabalhar, sem que realmente isso tivesse acontecido, é só mental.

A Adele vai me erguer o espírito e o corpo deste estado letárgico da vida, pois já estou a procrastinar e adiar a vida pelos últimos 3 dias e isto é capaz de dar errado. Deve ser a saudade, o continuar deslocada numa realidade que nunca vai ser a minha e uma rotina forçada a tudo e a nada. Sou grata pela vida, onde quer ela que seja, mas sei onde sou feliz e não é aqui.

Pelas 4 horas da tarde, vou com o marido ás compras e rever a cidade que não vejo nos últimos 12 a 15 dias; ruas monótonas que não as cheia de vida como a da minha Lisboa, ruas onde não se sente o cheiro de peixe assado, onde não existe fumaça das castanhas assadas, trânsito apressado e rude. De tudo isto, sinto falta! Sinto falta de ouvir falar português onde quer que vá, da meia de leite no café da esquina com uma torrada de pão alentejano para começar o dia e da disputa das pessoas pelo jornal da manhã, enquanto este passa de mão em mão, mesa em mesa até á insatisfação do cliente que foi esquecido e ficou desatualizado da atualidade.

Saudades dos comentários foleiros nos transportes públicos sobre a política nacional, o Destak que se vai lendo um pouco por toda a cidade, do detestar dos portugueses dos espanhóis e como dizem que a Letitia não come para não c*g*r. 

É um ser português que não se intimida, nem se perde em rodeios e falsas simpatias, é uma frontalidade e honestidade que se gosta ou não se gosta e, se não o problema é teu. 

Quero cafés de esquina e não salões de chá....

E quero café a qualquer hora do dia, ah esse cheirinho que pavimenta nossas ruas e o ar que nos rodeia. Quero lá saber do chá das 5...

Quero pastéis de nata, quero lá saber de scones...

 E nunca vou mudar o ser em mim, sou portuguesa, lisboeta e hoje quando sair á rua vou enfrentar o dia como tal, que para mim isso do Keep Calm, não existe, ou é isto ou sopas.

Lisboa, menina, moça...cidade amada, já sinto a tua falta e desejo voltar para ti.

Quem sabe em breve nos veremos num abraço de retorno apertadinho?

2 comentários:

Raquel disse...

♫♪ Ó menina se queres ser bonita! ♪♫ Arrebita! Arrebita! Arrebita! ♪♫
Beijinho ♥

Irina Jeanette Pires disse...

Estou indo Raquel Silva ...estou indo :)


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